Bom dia,amigos!
Semana passada escrevi sobre a Nova Terra.
Agora falo de seu oposto: Terra-Cruz.
Nela existe um governo único mundial. As grandes cidades são lindas, com prédios envidraçados, carros velozes, vida noturna abundante. As drogas, finalmente, foram liberadas, em doses controladas pelo Ministério da Saúde. A indústria farmacêutica está mais rica que nunca, já que todos querem viver mais de 100 anos. Afinal, nada existe além da 3D.
Existem os milionários, os ricos e os pobres. Estes vivem em periferias, comem mal, não têm lazer porque sobreviver é caro. As bebidas são a diversão ao lado dos reality shows.
Claro, não vamos nos esquecer dos jogos eletrônicos, agora, com vencedores que ganham prêmios em dinheiro.
Não se vêem animais . A caça esportiva há muito os exterminou e os que sobraram estão em zoos e laboratórios. E, naturalmente, os de abate.
As escolas ensinam a história da Terra-Cruz enaltecendo o grande avanço trazido pelos draconianos que se mostram como loiros de olhos claros. Não existem Jesus, Buda, Gandhi, Platão, Kardec, Tereza de Calcutá, Chico Xavier.
Aliás, a única religião que existe é disciplinadora, castradora e cobra doações que saem do salário de todos, diretamente. Mas o deus deles é bastante vingativo e severo. Impera o medo.
A cultura é feita de músicas de rápido consumo, sem qualquer risco de mensagens que façam as pessoas pensar.
Os jovens têm liberdade para nada fazer. Afinal, todos sabem o que deverão seguir, dentro de suas classes sociais.
É uma população doente que consome muitos medicamentos e lota locais de atendimento.
Stress, medo, preocupação se impõe, num mundo onde não existe esperança.
Mas, mesmo aqui, existem rebeldes. Homens e mulheres que ainda acreditam num futuro melhor. Sua luta está longe de acabar. Para cada membro morto ou preso, surge outro. A rebelião quer acordar as pessoas. Eles acreditam que existe o Bem.
São o cupim na grande árvore da vida.